quarta-feira, 20 de junho de 2007

Notícia do Jornal de Notícias de hoje. "Um Presidente saído do ninho":



«No ano em que celebra o 77.º aniversário, o Desportivo das Aves torna-se num exemplo de juventude. Na presidência do clube está, agora, João Freitas, um economista de apenas 24 anos, que se torna, assim, num caso raro, se não único, de precocidade no futebol profissional português. Um novo líder saído de um ninho verdadeiramente avense.

Não será um Doogie Howser, o médico adolescente da popular série televisiva da década de 80 que não podia comprar cerveja, embora estivesse habilitado a passar receitas, mas João Freitas chegou ao topo do dirigismo desportivo numa idade em que muitos dão ainda os primeiros passos. "É óbvio que é especial ser eleito com 24 anos. Não escondo que já encarava a possibilidade de, um dia, vir a assumir os destinos do clube, mas as circunstâncias fizeram com que a oportunidade surgisse mais cedo", revelou, ao JN, o filho do antigo presidente do clube, António Freitas que, por motivos de saúde, não pôde suceder a Joaquim Pereira.

"Entrei para o Conselho Fiscal há duas épocas e, no ano passado, fui chefe do departamento de futebol. É um percurso curto no dirigismo, mas acompanho o Aves desde os três anos. Primeiro, com o meu avô, e depois, com o meu pai. A reacção das pessoas tem sido positiva e é bom perceber que os adeptos estão com a Direcção", afirmou João Freitas, cujo dia-a-dia "não se alterou muito" desde que se tornou presidente, há duas semanas. "Levanto-me mais cedo e chego a casa mais tarde, mas de resto é tudo igual. Claro que agora o telemóvel toca, sem exagero, uma centena de vezes por dia, mas não é nada que eu não estivesse à espera", garantiu o líder avense, que vai encarar "como uma vantagem" a juventude. "Se calhar, até me descontam se as coisas correrem menos bem... que não vão correr", brincou. Apostado em cativar "cada vez mais jovens para a massa associativa do Aves", João Freitas quer lançar o site do clube o mais rapidamente possível, como forma de dar a conhecer o Aves ao Mundo e, quem sabe, atrair novos investidores. "As parcerias com grupos estrangeiros são interessantes, mas nunca fomos abordados. A zona do Vale do Ave atravessa grandes dificuldades e isso reflete-se no apoio dos empresários locais. Estamos receptivos a novas propostas", referiu o presidente, que ainda não sabe se vai estar no cargo mais do que o ano previsto no mandato.

"Sempre presente"

Para já, João Freitas ainda consegue passar despercebido nos estádios - "ninguém me conhece" -, mas tem uma opinião vincada sobre o futebol português. "Têm vindo a ser feitos esforços para o pôr na ordem, mas não é suficiente. O caso dos salários em atraso é um exemplo e sinto que o cerco aos prevaricadores se aperta cada vez mais. Há oito ou nove equipas da Liga nessa situação e nenhuma desceu, enquanto o Beira-Mar e o Aves, com tudo em dia, desceram. Os clubes vivem acima das possibilidades, mas isso é um reflexo da nossa sociedade. É o chamado efeito bola de neve quando se pode poupar, gasta-se e, depois, surgem os problemas", referiu João Freitas, uma pessoa de poucos vícios: "O único é mesmo o futebol. Não escondo que sou ambicioso, mas também muito reservado e, por isso, não esperem discursos de levantar plateias. Mas estarei sempre presente".


José Gomes foi o treinador escolhido para suceder a Neca no comando técnico do Aves, no regresso da equipa à Liga de Honra, situação que, naturalmente, tem influência na forma de preparar a época que se avizinha. "Baixou na ordem dos 60 ou 70% em relação à última época. Quando falo em orçamento mais baixo, não quero que pensem que nos vamos queixar disso ou que vamos entrar no campeonato como coitadinhos. O Aves vai ter ambição nos resultados desportivos, apesar de sermos uma equipa 'low cost'", garante João Freitas".


Com um plantel de 22 jogadores a necessitar ainda dos últimos reajustes, a formação avense tem objectivos claros para 2007/08 "Assumir uma posição respeitável na Liga de Honra. Não temos a tradição de nos assumirmos como candidatos à subida. Queremos atingir a permanência o mais rapidamente possível e lançar bases para, daqui a dois ou três anos, pensarmos mais alto. A Liga de Honra não dá receitas para sustentar um clube", defende o presidente, que se mostra agradado com a nova Taça da Liga: "É uma iniciativa positiva, porque prevê receitas iguais para todos, mas tenho de ver para crer".»

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2 Comments:

  1. Filipe Sampaio said...
    + uma vez, Presidente de coração, NÃO de cifrão!... Tão sómente isso!
    Anónimo said...
    o aves a equipa que jogou com mais portugueses é orgulho isto sim é com o benfica uma equipa portuguesa

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